BoJack Horseman: a minha série favorita de Julho

BoJack Horseman é uma série de animação para adultos que faz lembrar Californication.

BoJack é um álcoolico que ficou famoso e rico por um papel televisivo que desempenhou nos anos 90. Agora encontra-se numa crise de meia-idade e à procura de um rumo que tenha algum significado, sendo que se vê envolto na vida que Hollywood lhe proporciona: álcool, drogas, sexo e dinheiro fácil.



A estética da animação mistura personagens humanas e animais-humanizados. Esta humanização serve para simbolizar um tipo de personalidade ou profissão de um dado personagem, enriquecendo a história visual. Por exemplo, um personagem meigo, brincalhão e  que adora a sua esposa (aka: dona) é representado por um Labrador Retriever. 





O casting de vozes é muito apelativo e muito próprio, recorrendo a vozes únicas como a de Will Arnett, com a sua profundeza cavernosa, ou a de Paul F. Tompkins, com a sua voz quente e abafada.



Apesar de tudo, o que mais me cativou nesta série foi a dinâmica dos episódios. Os autores gostam de polarizar os sentimentos de quem vê a série e facilmente um episódio pode ser alegre, inspirador e ter um tom totalmente positivo e, no ultimo minuto, sofrer uma inversão tão asquerosa e vil, ou tão profunda e inesperada, que até dá um aperto no coração. Este jogo de emoções e a maneira como toca em alguns aspectos mais negros e deprimentes que temos na nossa vida servem quase como uma purificação.









Os episódios são de 25 minutos cada, num total de 12 por época (2014-2016). Facilmente se vêm todas as 3 épocas de enfiada. A série é produzida pela Netflix e, como tal, está disponível no seu catálogo em Portugal.

Concluindo, recomendo muito a série especialmente para para quem gosta de comédias originais mais negras e inteligentes. Similar a BH, mas na área de ficção científica, recomendo a série de animação Rick and Morty.



Classificação: ★★★★★


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