Bron/Broen (série 2011-)

11.04.2016

Recentemente, tenho tentado iniciar-me no popular género televisivo denominado de "Noir nórdico". Como tal, eu e a Catarina vimos River, The Saboteurs e mais recentemente vimos a série Bron/Broen (pt: A Ponte).
A Ponte é uma série de investigação policial de produção nórdica com autoria dinamarquesa e sueca. Já conta com três temporadas e tem tido bastante sucesso em vários países do mundo - à semelhança de um conjunto de outras séries nórdicas recentes que têm tido ampla divulgação, tais como Borgen.

O motto da série é a ponte Øresund Bridge que liga a Dinamarca à Suécia.


É aqui que é descoberto um cadáver metodicamente posicionado no meio da ponte e decepado em duas metades. Como cada metade está num país diferente, resulta que o crime requer uma investigação conjunta entre ambos os países. Esta cooperação é feita por intermédio da dupla de detectives Saga Nóren -  a detective sueca que sofre de uma forma de autismo - e Marthin Rohde -  o recém vasectomisado detective dinamarques.
Ainda só vi a primeira temporada da série mas gostei do que vi. Esta consegue manter-nos sempre curiosos e a adivinhar, o que para mim deve ser um pré-requisito nas histórias de detectives e serial killers. A isso acrescem os personagens bem construidos e um pouco diferentes do que estamos habituados a ver. Inicialmente, a detective Saga Nóren acaba por ser um pouco irritante e forçada com o seu comportamento alheado e não emotivo (quase que parece uma má interpretação) mas com o tempo a actriz consegue mostrar as várias subtilezas e camadas da personagem. A química entre a Saga e o Marthin é também bastante boa sem ser exagerada.


Esta é uma série que tem também uma onda bastante realista. Podemos também apreciar a bonita tapeçaria urbanística e a arquitectura minimalista que caracteriza estes países e que se reflecte numa cinematografia límpida e desimpedida.


A atmosfera presente é também bastante própria. Existe um sentimento acolhedor e nostálgico que não sei bem explicar. A melhor maneira de descrever é imaginar-me a beber um café/chocolate quente em casa, numa manhã de Sábado, enquanto olho pela janela e vejo o tempo farrusco e cacimbante lá fora - semelhante ao que os dinamarqueses chamam Hygge.



Como ponto negativo, a série dá-se a muito trabalho a introduzir personagens secundários, com as suas próprias histórias, para mais tarde facilmente os descartar deixando as suas histórias em aberto - não foram mais que muletas para contar a história. Apesar de tudo, o mistério é resolvido no final.


Ainda não sei se vou ver as próximas temporadas. Será que vale a pena? Os protagonistas são os mesmos? Os mistérios continuam a ser apelativos? Se já tiverem visto a série digam-me se continua a compensar!
Para quem nunca viu a série e gosta de mistério, línguas melodiosas e clima frio, vale a pena.








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