Quintas Indie | Swiss Army Man (2016)

1.26.2017

Sou uma pessoa que gosta de um bom filme indie, porque normalmente são filmes com uma grande história por detrás deles. E este não foi excepção. Pode parece um pouco tolo ao início, exagerado demais, mas à medida que o filme se vai desenrolando vamos ficar maravilhados com a história e não vamos querer parar de ver.

Hank (Paul Dano), um homem perdido no deserto, e sem esperanças, encontra um corpo no meio do caminho. Decidido em ficar amigo do morto, eles vão partir, juntos, numa jornada surrealista para voltar para casa. Ao mesmo tempo em que  Hank descobre que o corpo é a chave para sua sobrevivência, ele é forçado a convencer o morto o quanto vale a pena viver.
  
Este foi talvez um dos filmes mais surreais que já vi até hoje. Hank é um rapaz perdido numa ilha, desesperado por não conseguir uma saída decide cometer o suicídio.  E é quando está prestes a tomar a grande decisão que vê, quase como um milagre, um corpo deitado na beira da água. Desistindo da ideia de se matar, Hank, decide correr a ver se o homem está vivo. É aí que se apercebe que ele está morto e que a única coisa que o mantém com contacto com o mundo são os seus gases. E é assim que toda a nossa história começa. Juntos vão tentar achar um caminho para casa, ao mesmo tempo que redescobrem o prazer de viver, cada um à sua maneira. Ser um filme indie e ter como um dos protagonista o Daniel Radcliffe, foram dois dos ingredientes que me fizeram querer ver logo o filme. Mas não estava preparada para tudo aquilo que o filme foi e tudo aquilo que acabou por significar para mim. O filme é simplesmente uma ode à amizade e à vontade de viver, e nada melhor do que juntar um morto com um se quer matar. Só que quando a viagem dos dois começa eles começam também a ressurgir para a vida porque se apercebem que a vida é mais do que um romance, um relacionamento familiar falhado, uma má aparência. A vida é tantas outras coisas, que eles vão descobrindo com a grande jornada deles. 

Gostei muito da interpretação dos dois protagonistas e quase únicos actores do filme, que juntos e sozinhos conseguem enche-lo e torná-lo algo maior. Gostei acima de tudo da interpretação do Daniel Radcliffe enquanto morto, foi sem sombra de dúvidas uma interpretação espetacular. Todos os momentos e detalhes foram pensados, desde os mais normais aos mais estúpidos e cómicos, e ele embarcou na ideia de uma forma muito engraçada. Utilizar os gases como forma de união entre os dois personagens foi para mim por vezes estúpido, e demasiado, mas foi acima de tudo uma forma de comédia com uma das coisas mais banais do nosso dia a dia e que acaba por ser o toque cómico em todo o filme. Sim porque o filme parece tolo, ao ter uma personagem morta, mas não o é de todo. É um filme que nos dá uma grande lição à amizade e como ela pode nascer dos momentos e das pessoas mais inesperadas, e também à vontade de viver, que tem que ser encontrada na profundidade do nosso ser e não naquilo que querem que seja a nossa vida.


É um filme com um roteiro muito interessante, o que se traduziu num filme muito bom. E é acima de tudo um filme muito bem realizado e editado, tendo passagens e momentos muito fluidos, divertidos e muito inteligentes. Um filme que acredito que não será para todos, mas que eu recomendo muito aos amantes do género.



FICHA TÉCNICA:
🎥 Realizador:  ,  
🎬 ,
📼 97 min; Aventura, Comédia, Drama e Fantasia
♥ 4,5/5



3 comentários

  1. Comecei a ver o filme um pouco hesitante porque a história não me interessava muito, e acabei a adorar. Foi uma boa surpresa :)

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    1. O humor nem sempre me convenceu mas é um filme com uma premissa original e muito coração. O Daniel esteve fantástico :)
      Ass: Catarina

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    2. Sim a história a início parece um pouco parva.. Mas acabei o filme a identificar-me muito com os dilemas dos personagens. E sim o Daniel esteve fantástico..

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