Domingos Disney | Mary Blair

4.16.2017


Hoje é dia de mais um Domingos Disney e, desta vez, resolvi vir falar-vos de uma mulher pioneira na animação, que trabalhou na Disney durante cerca de 30 anos, e cujo estilo artístico eu adoro: Mary Blair.


Mary Blair, originalmente Mary Robinson, nasceu em 1911 em Oklahoma, E.U.A., e quando tinha 7 anos mudou-se para o Texas. Desde pequena que revelou talento artístico e acabou por ganhar uma bolsa de estudo para o prestigiado Instituto de Arte Chouinard, em Los Angeles. Foi aí que conheceu Lee Blair e os dois casaram-se em 1934. Ambos desejavam tornar-se pintores mas com as dificuldades económicas causadas pela Grande Depressão, eles acabaram por ter de aceitar trabalho na indústria de animação de Hollywood. Inicialmente, Mary Blair trabalhou para a Metro-Goldwyn-Mayer e Ub Iwerks, mas em 1940 mudou-se finalmente para a Disney onde o seu marido trabalhava há 2 anos. Aí colaborou nos esboços iniciais de Dumbo, Fantasia e Lady (título inicial de A dama e o vagabundo). No entanto, frustrada e descontente com as limitações do processo criativo no estúdio, Mary Blair abandonou temporariamente a Disney.


Contudo, este afastamento durou menos de um ano uma vez que, em 1941, Mary Blair foi contratada para fazer parte da viagem do estúdio à América Latina que foi financiada pela administração de Franklin Roosevelt. O objectivo desta viagem era combater a disseminação do fascismo nestes países, promovendo uma aproximação entre a América do Sul e Norte através dos filmes de animação. Durante esta viagem, o talento de Mary Blair chamou a atenção de Walt Disney e esta acabou por assumir um papel mais importante no estúdio quando eles regressaram aos Estados Unidos. Além disso, esta viagem acabou por afectar também o seu estilo artístico, e os seus desenhos passaram a apresentar cores bastante vibrantes.


Durante os anos 40, os seus esboços foram usados na arte de filmes, tais como, Saludos amigos (1942), Caixinha de surpresas (1944), Música, maestro! (1946) e As aventuras de Ichabod e Sr. Sapo (1949). Os seus desenhos coloridos, sensibilidade gráfica e estilo moderno são facilmente reconhecidos em vários segmentos destes filmes.


Durante os anos 50, ela passou a ser uma das figuras criativas mais importantes do estúdio e, enquanto directora artística, influenciou grandemente os filmes Cinderela (1950), Alice no país das Maravilhas (1951) e Peter Pan (1953).




Em 1953, Mary Blair abandonou novamente o estúdio para se dedicar à família e enveredar pela ilustração de livros infantis e campanhas publicitárias. O seu último projecto relacionado com a Disney ocorreu durante o início dos anos 60 e consistiu na criação dos painéis de fundo de uma das mais famosas atracções do parque da Disney na Califórnia - "It's a small world".


Mary morreu em 1978, aos 66 anos de idade, mas ainda influencia muitos artistas dos dias de hoje graças ao seu estilo único de animação. Postumamente, em 1991, Mary Blair foi reconhecida como uma das Lendas da Disney.



Fontes:
- https://en.wikipedia.org/wiki/Mary_Blair
- http://magicofmaryblair.com/mary-gallery.htm
- http://www.wbur.org/artery/2016/02/15/mary-blair


Já conheciam a arte de Mary Blair? 


2 comentários

  1. oh que post fantástico!
    não conhecia e adorei.

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    1. Obrigada Cláudia :) Gostei muito de escrever este post e é um prazer dar a conhecer o trabalho desta artista talentosa a mais pessoas :D
      Muito obrigada pelo feedback

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