Planetarium (2016)

6.13.2017


Neste mês para o serão decidi ver uma das últimas estreias em Portugal e a escolha acabou por recair no filme Planetarium, uma co-produção entre a França e a Bélgica, que apesar de muito bonita acabou por não me arrebatar.

Paris, finais dos anos 30. Kate e Laura Barlow, duas jovens espíritas americanas, terminam a sua digressão mundial. Fascinado pelo seu dom, um poderoso produtor cinematográfico francês, André Korben, contrata-as para fazer um ambicioso filme. Absorvidas pelo cinema, não se apercebem do negro destino que espera a Europa.


Duas irmãs norte-americanas Laura e Kate fazem sessões espíritas onde Kate, a irmã com o dom, invoca o espírito e Laura preparara o ambiente para que as sessões alcancem um patamar mais místico. Quando o filme começa elas estão a terminar a sua digressão mundial e encontram-se a caminho de Paris onde se apercebem que o seu “negócio” já viu melhores dias e que a continuar assim elas deviam procurar outras formas de se sustentar. É aí que um produtor cinematográfico vê nestas irmãs a sua forma de impulsionar o cinema francês ao transportar o dom delas para o grande ecrã. Só que nem tudo é bom e à medida que a história avança várias coisas terríveis também vão acontecendo.

Confesso que quando comecei a ver o filme aquilo que o trailer me tinha vendido era aquilo que eu sabia. Toda a premissa parecia ser promissora e surpreendente e assim que o filme começa toda a sua filmagem, as suas cores, a sua fotografia já me deixou entusiasmada. Mas à medida que o filme avança confesso que fui perdendo o interesse e fui ficando mais confusa e desinteressada. O filme toca em inúmeros assuntos importantes sem nunca os aprofundar ou dar ao espectador todo o envolvimento desses assuntos e isso torna a visualização de todo o filme um pouco lenta. O filme vai oscilando entre dois grandes temas o do dom das irmãs e o do cinema, mas nunca ao longo do filme nos é explicado a fundo esses dois temas. O dom das irmãs é pouco explorado em termos de explicações ou de passado, do funcionamento do mesmo, bem como não dado grande ênfase à parte do cinema aí só vendo a filmagem de um filme e só nos apercebendo que era uma indústria em decadência. O filme vai abordado também temáticas como a pedofilia, antissemitismo, a guerra, bem como as questões místicas, a sua veracidade, sem nunca se comprometer com nenhuma em demasia.

As actuações neste filme são fantásticas no entanto. Natalie Portman e Lily-Rose Depp são as estrelas do filme e as que mais se destacam ao darem ao filme o destaque que ele precisava. Lily interpreta uma Kate introvertida ainda meio infantil que acaba por não perceber bem a dimensão do seu dom e por isso acaba por ser carente e influenciável. Já a Natalie interpreta uma Laura com visão que quando percebe que o caminho passaria pela indústria de cinema não hesitou e contribuiu ainda mais para abrilhantar o filme ao nos presentear com uma interpretação muito intensa. Elas são sem sombra de dúvidas a parte mais interessante de toda a actuação do filme. Sem falar do que realmente eu gostei no filme que foi a sua filmagem e a sua fotografia. É espectacularmente bonita a forma como todo o filme foi filmado e realizado, o uso das cores, do céu, do imaginário é fantástico mas acaba por não chegar quando quase tudo o resto não funciona.




Foi um filme que acabou por me desiludir, que tinha tudo para ser muito bom e acabou por não o conseguir.

Enviar um comentário

Latest Instagrams

© Serão no Sofá. Design by FCD.