Quintas Indie | Like Crazy (2011)

6.15.2017

Há filmes que nos perseguem um pouco pela sua mística, este era um deles. Nunca vi o trailer dele, nunca li a sua sinopse, mas sempre soube que o queria ver, e no fundo achava que o ia adorar. E foi mesmo isso que aconteceu. Um filme simples sobre o amor que me conquistou.

A inglesa Anna (Felicity Jones) está a estudar nos Estados Unidos quando conhece Jacob (Anton Yelchin), um jovem americano. Eles apaixonam-se e vivem uma breve história de amor. A jovem ultrapassa o limite de estadia, violando o visto de estudos, e é expulsa do país. A viver em continentes diferentes, eles tentam manter uma relação à distância e lutam para ficar juntos outra vez.

Esta é a história de duas pessoas com histórias diferentes, de continentes diferentes que se conhecem na universidade e se apaixonam. Tudo corria bem quando ela tem que regressar a Inglaterra pois o visto de estudante terminaria no fim do curso e ela decide não abandonar o país de imediato para poder aproveitar o tempo com o namorado. Quando ela sai e tenta regressar ela tem problemas no aeroporto e é obrigada a regressar a Inglaterra e a separar-se do seu amor. Irritados com tudo isto eles acabam por se separar e por começarem a viver vidas separadas. O amor que os une não lhes permite que isso aconteça e eles vão viver uma vida de altos e baixos em busca do seu final feliz.

Desde que vi o poster deste filme que eu soube que ia adorar este filme e foi isso mesmo que aconteceu. O filme é de uma realidade que nos toca, que mexe connosco, que nos coloca a pensar e que faz com que nás torçamos pela felicidade dos protagonistas. Os filmes indie têm na sua maioria esse efeito em nós por abordarem temas mais reais, mais próximos do espectador, pela sua filmagem e edição serem mais crus, menos trabalhados e pelas interpretações realmente nos tocarem e nos dizerem algo. E com este filme não foi diferente. Já imaginaram como seria se de repente fossem estudar para fora do vosso país e se apaixonassem por outra pessoa e por causa disso tivessem violado o vosso visto impedindo-os de regressarem a esse país? Como viveriam a vossa relação à distância sabendo que muito provavelmente um de vocês teria que abandonar o país natal, mudar a sua vida pessoal e profissional, criar novas raízes, conviver com todos os problemas da vida adulta e no fim também ser feliz? O caminho para o amor e para a felicidade nem sempre é fácil. Viver com as nossas escolhas, os nossos erros, os nossos amores e aquilo que o futuro poderá ou não reservar para nós também não o é.

Este é um filme que ganha muito pela sua realização e edição que estão simplesmente fantásticas levando-nos mesmo a viver tudo aquilo que os protagonistas estão a passar, aquilo que estão a sentir, as mudanças de país, de tempo, de acontecimentos estão muito bem pensadas e colocadas no filme e isso agradou-me muito. Tal como também me agradou muito a interpretação dos actores que protagonizaram o filme. Anton Yelchin é bastante introvertido mas muito pragmático, muito envolvente e Felicity Jones mais uma vez fantástica num papel que lhe exigia uma carga emocional e de introspecção muito grandes e ao qual ela esteve à altura. 




Gosto de filmes que abordem o tema do amor da forma como este filme o fez, de uma forma real, mostrando o lado bom e maravilhoso que este sentimento faz à nossa vida, mas também as suas dificuldades ou o seu lado mais escuro, deixando sempre a porta aberta para a felicidade eterna ou para uma nova história de amor, porque nem sempre as mais belas histórias de amor acabam com um “E foram felizes para sempre”.






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